segunda-feira, fevereiro 6, 2023
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Primeiro caso de varíola dos macacos é confirmada no Pará; entenda os sintomas

A Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa) confirmou, nesta terça-feira (2), o primeiro caso de mokeypox (varíola dos macacos) no Pará. No Brasil, já são 978 casos, sendo 744 apenas em São Paulo. Conhecida internacionalmente como monkeypox, a doença, endêmica em regiões da África, já atingiu neste ano 20.637 pessoas em 77 países.

O caso foi registrado em uma pessoa do sexo masculino, de 27 anos, que buscou atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA/24h) de Ananindeua. O paciente é residente em Belém e tem histórico de viagem recente por São Paulo e Rio de Janeiro.

Outros dois casos nas regiões Sul e Oeste do Pará estão sendo investigados pela Sespa. Os casos suspeitos foram notificados em Santarém e Parauapebas. A Sespa informou que os pacientes estão isolados. “A Sespa reforça que já fez a orientação para que seja realizada a análise clínica, notificação do caso e encaminhamento das amostras dos pacientes para laboratório”, informou, em nota, a Secretaria.

TRANSMISSÃO E SINTOMAS

A varíola dos macacos foi descrita pela primeira vez em humanos em 1958. Na época, também se observava o acometimento de macacos, que morriam. Vem daí o nome da doença. No entanto, no ciclo de transmissão, eles são vítimas como os humanos. Na natureza, roedores silvestres representam o reservatório animal do vírus.

O tempo de incubação do vírus varia de cinco a 21 dias. O sintoma mais característico é a formação de erupções e nódulos dolorosos na pele. Também podem ocorrer febre, calafrios, dores de cabeça, dores musculares e fraqueza.

Sem um reservatório animal, a transmissão no mundo vem ocorrendo de pessoa para pessoa. A infecção surge a partir das feridas, fluidos corporais e gotículas do doente. Isso pode ocorrer mediante contato próximo e prolongado sem proteção respiratória, contato com objetos contaminados ou contato com a pele, inclusive sexual.

DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO

O Laboratório Molecular de Virologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro se firmou como um dos polos nacionais para diagnóstico da doença. O primeiro caso no estado do Rio de Janeiro foi detectado em 14 de junho, cinco dias depois da primeira ocorrência no país ser confirmada em São Paulo. De lá pra cá, já são 117 resultados positivos no estado do Rio. Outros estados também têm enviado  amostras para análise na UFRJ.

Essas análises são realizadas em fluidos coletados diretamente das lesões na pele, usando um swab [cotonete estéril] seco. Existe a expectativa de que a população tenha, em breve, acesso a testes rápidos de detecção de antígenos, similar aos que foram feitos para a covid-19.

Mesmo nos quadros mais característicos, o exame é importante para confirmar análise clínica. Um desafio para a detecção da doença é a semelhança de suas lesões com as provocadas pela varicela, doença popularmente conhecida como catapora e causada por um vírus de outro grupo. A mudança de perfil dos sintomas também tem levantado um alerta de especialistas. Na varíola dos macacos, as erupções costumavam surgir mais ou menos juntas e evoluíam no mesmo ritmo.

Com informações da Sespa e da Agência Brasil

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