sábado, abril 1, 2023
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Por que o BRT Belém ainda não funciona? Os empresários não querem?

O professor e cientista Político Edir Veiga usou suas redes sociais para cobrar da prefeitura de Belém, o funcionamento do BRT Belém, obra que se estendeu pelos governo dos ex-prefeitos Duciomar Costa e Zenaldo Coutinho e que continua sem servir à população da capital paraense, que tem como prefeito em seu 3º mandato, Edmilson Rodrigues (PSOL).

Previsto para ter veículos articulados ou biarticulados que trafegariam em canaletas específicas e utilizariam Estações e Estações de Parada adaptadas para o rápido acesso dos passageiros ao veículo, o BRT hoje resume-se a uma via expressa para viaturas e ambulâncias, quase sem uso pelos veículos coletivos, que poderiam estar desafogando e agilizando o transporte público na capital paraense.

Terminal Mangueirão foi projetado para atender cerca de 120 mil pessoas, mas não atende ninguém.

Para se ter ideia do desperdício de tempo e dinheiro, o Terminal do Mangueirão, localizado em frente ao Estádio Olímpico do Pará, deveria para atender bairros próximos, mas nunca foi utilizado como previsto.

“O Terminal Mangueirão é o maior entre os três terminais do sistema BRT em Belém e foi pensado para atender a circulação de até 120 mil pessoas em suas dependências.

Segundo o portal da prefeitura, “as obras do BRT foram iniciadas em junho de 2015 e trouxeram avanços na mobilidade urbana e na urbanização da cidade. A obra, de grande importância para a população, foi executada e construída pela Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), de São Brás até Icoaraci, com um investimento de aproximadamente R$ 263,6 milhões”. No entanto, o jornalista Francisco Sidou revelou em uma publicação de Março deste ano, que o “nosso” dinossáurico BRT, inconcluso em 12 anos de “implantação”, já “devorou” 480 milhões.

PROFESSOR CONTINUA COBRANDO O PREFEITO

Em um pequeno e certeiro artigo no Facebook, o professor universitário Edir Veiga indagou os motivos da gestão de Edmilson Rodrigues (PSOL) não ter colocado o sistema BRT para funcionar, já que se passaram mais de 4 meses que o novo gestor assumiu o comando da prefeitura, depois de passar anos criticando – justamente – seus antecessores pela demora da entrega da obra e sua total funcionalidade.

Cabe lembrar que Veiga sempre fez duras críticas e cobranças aos demais gestores que antecederam o atual prefeito.

Não é novidade para ninguém, que empresários de ônibus em Belém sempre dão um jeito de financiar campanhas eleitorais dos candidatos que disputam a prefeitura, em troca de retribuições e gestos que favoreçam seus interesses econômicos. Por isso, a indagação do professor é assinada pela redação deste portal.

Leia:

A pista onde circula o BRT entre Icoaraci e São Braz está inaugurada, certo?

Nesta pista deveriam circular vagões articulados para carregar até 300 pessoas.

A espera máxima deveria ser de 10 minutos.

Nestas avenidas deveriam deixar de circular os ônibus urbanos que ainda hoje lotam estas avenidas. Estes ônibus deveriam circular no interior de cada bairro fazendo o transbordo dos usuários, certo?

Deveria ser feita a integração dos bilhetes das passagens urbanas, para que o usuário pudesse fazer até 3 viagens com um mesmo bilhete.

Porque nada desta política foi implantada?

Comenta-se nas rodas virtuais e sociais que o empresariado das empresas de transportes coletivos não permite, através de pressão articulada, o início da operação do BRT em nossa cidade.

Não sei se esta versão procede, somente sei que as pistas do BRT só vem servindo a ambulâncias e carros das polícias. O que a sociedade espera do Estado em sua esfera municipal?

Esperamos que o Ministério Público coloque ordem na casa, digo, nas pistas do BRT e faça funcionar esta boa política de transporte urbano.

Será que o governo do Belém, que é comandado pelo PSOL, ajudará a enfrentar este poderoso grupo de pressão?

O povo de Belém exige resposta.

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