sexta-feira, janeiro 27, 2023
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Partido Comunista Revolucionário picha muro do Museu Goeldi

Muro do Museu Emílio Goeldi amanheceu pichado com a seguinte frase: “PCR vive, luta e avança”. O ato considerado como vandalismo foi realizado na madrugada deste sábado, 29, dia em que houve uma manifestação pelas ruas de Belém contra o governo de Jair Bolsonaro.

Para o ouvidor do Museu Paraense Emílio Goeldi, Inácio Leite, “a pichação é um ato grave, pois trata-se de patrimônio público e precisa de autorização do IPHAN para pintar. Até a cor da tinta é avaliada. Essas pichações voltaram a tomar conta dos muros do Goeldi, que já sofre tanto.

Segundo Inácio informou com exclusividade ao nosso portal de notícias, cerca de 40% dos muros da instituição já estão pichados.

Para Inácio Leite, a pichação no muro do Museu Emílio Goeldi deveria ser evitada e punida, já que trata-se de um patrimônio público já tão atacado pela falta de recursos para sua manutenção.

Por diversos momentos, temos nossos recursos reduzidos. Então, geralmente pelo apelo popular que essa instituição tem, pedimos apoio em nossas reivindicações para que a sociedade que logo se mostra participativa, abrace a causa e abrace o Goeldi. Por isso reitero aqui a você e demais para que ajudem a combater essa mazela constante”, apelou o servidor concursado do Ministério da Ciência e Tecnologia, que trabalha no Museu.

O que é o PCR?

Segundo o site da organização, a organização política foi fundada em maio de 1966, em Recife. “O Partido Comunista Revolucionário (PCR) foi organizado por um grupo de militantes egressos do PCdoB, descontentes com os rumos que este tomava. Desde o primeiro momento, o PCR enfrentou uma encarniçada luta contra os desvios do leninismo no movimento comunista internacional: de um lado, o revisionismo soviético, do outro, o misto de esquerdismo e conciliação do Partido Comunista Chinês.

Coube ao PCR, portanto, a tarefa de proclamar independência financeira e política a essas duas orientações antileninistas e, assim, “separar no Brasil, de modo irreversível, os comunistas revolucionários dos revisionistas e oportunistas”. (Estatutos do PCR)

Ainda em 1966, o Partido lança seu primeiro documento de formulação programática, a Carta de 12 Pontos aos Comunistas Revolucionários, onde defende a classe operária como vanguarda da revolução socialista brasileira e a ditadura do proletariado.

Luta armada e luta de massas

O PCR se implanta, sobretudo, nas capitais e na zona canavieira dos estados de Alagoas, Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte. Passa um período de cerca de sete anos com forte atuação na luta de resistência armada à ditadura militar, promovendo diversas ações de massas como panfletagens nas portas de fábricas e greves e passeatas estudantis, além de ações clandestinas como assaltos a quartéis e incêndios de canaviais.

Com o recrudescimento do regime ditatorial a partir de 1968, diversas organizações revolucionárias que lutavam pela retomada da democracia e pelo socialismo sofrem uma brutal e crescente perseguição. O PCR resiste bravamente, mas também é atingido por duros golpes consecutivos e se desarticula parcialmente.

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