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Pará tem queda Indústria em março de 2022

Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) divulgada no último dia 10 pelo IBGE, a produção industrial do Pará caiu 3,3% e eliminou parte do avanço de 23,2% registrado em fevereiro. “A queda da produção paraense está relacionada aos setores extrativos e de metalurgia e ocorre por causa do movimento desses segmentos no início do ano. Em janeiro, houve uma queda muito expressiva em função das chuvas no estado, que impactou a produção e o escoamento do minério de ferro”, avalia Bernado Almeida, analista da pesquisa.

Apesar da queda na indústria paraense o setor de fabricação de produtos alimentícios apresentou alta (12%) e os demais setores queda: Metalurgia (-63%), Fabricação de bebidas (-8,2%), Fabricação de produtos de madeira (-6,1%), Fabricação de celulose e papel (-5,2%), fabricação de minerais não metálicos (-4,9%) e Indústria extrativa (-4,7%).

Produção industrial nas demais regiões – A produção industrial avançou em nove dos 15 locais investigados pela Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) em março, quando o índice nacional cresceu 0,3%. Os destaques do mês foram São Paulo (8,4%) e Ceará (3,8%), com as maiores expansões. Mato Grosso (2,8%), Minas Gerais (2,4%), Rio de Janeiro (2,1%), Região Nordeste (1,8%), Paraná (0,6%), Amazonas (0,3%) e Bahia (0,1%) também tiveram índices positivos.

Segundo o analista da pesquisa, Bernardo Almeida, “A produção nacional teve um crescimento tímido em março, por causa de fatores como a baixa massa de rendimento, a inflação elevada e o encarecimento das matérias-primas, que não permitem o aumento do ritmo. A principal influência positiva veio de São Paulo, que teve impacto especialmente dos veículos automotores, máquinas e equipamentos e outros produtos químicos. Esse é o resultado mais intenso desde julho de 2020 (10,5%), quando a produção industrial do estado começava a compensar as perdas dos meses mais restritivos da pandemia”.

Mais sobre a pesquisa – A PIM Regional produz, desde a década de 1970, indicadores de curto prazo relativos ao comportamento do produto real das indústrias extrativa e de transformação. Traz, mensalmente, índices para 14 unidades da federação cuja participação é de, no mínimo, 1% no total do valor da transformação industrial nacional e, também para o Nordeste como um todo: Amazonas, Pará, Ceará, Pernambuco, Bahia, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Mato Grosso, Goiás e Região Nordeste.

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