sábado, janeiro 28, 2023
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O protagonismo de Celso Sabino em três anos de mandato na Câmara Federal

O portal segue com suas entrevistas e nessa oportunidade traz o presidente estadual do União Brasil, deputado federal Celso Sabino, que falou de processo eleitoral de 2022, da parceria com Hélio Leite, novas filiações, aprovações de projetos como a equiparação de premiações entre desportistas homens e mulheres, o sucesso das relatorias da Reforma Tributária do Imposto de Renda e das Leis Sansão e Aldir Blanc II. Na entrevista, o remista Celso Sabino falou ainda da família, e de temas descontraídos como gastronomia.

Com o fechamento da janela partidária e da grande movimentação por conta da dança das cadeiras que definiram nova arrumação do tabuleiro eleitoral de 2022, desenhou-se não apenas mudanças de siglas, mas também reforçou as atuais configurações da Corte em Brasília, a qual muito define o poder, e como ele é distribuído pelas forças políticas no Brasil.

Com a fundação do União Brasil, legenda nascida pela fusão do Democratas com o PSL, surgiu o 4ª maior partido no Congresso Nacional, com 47 deputados federais. O PL ficou com a maior bancada. Nesse cenário, o fortalecimento do chamado Centrão foi um fato consolidado.

Depois de relatar o projeto de lei que versa sobre o Reforma Tributária, o deputado paraense Celso Sabino (União Brasil) se consolida com um dos parlamentares mais influentes em Brasília. Cristão, casado e pai, o administrador, advogado, doutor e pós doutorando em Direito, o auditor fiscal e deputado federal, em recente entrevista ao Podcast Hope, afirmou que é apaixonado pelo Estado do Pará. Seja como for, o que se percebe é que Celso Sabino tem ativo trânsito no Congresso Nacional e no Palácio da Alvorada. Mostra-se efetivo também nas articulações por todo o Estado do Pará, tornando-se um dos mais influentes parlamentares em atuação.

O reflexo das influências de Sabino poder ser vistos nas emendas parlamentares, relatorias em projetos e acompanhamentos a prefeitos durante a apresentação de demandas, o que é muito refletido no gabinete do deputado, devido a grande movimentação. A eleição é um processo em curso, muita coisa ainda deve ser revelada, mas o certo que a proximidade com o poder existente pode determinar a vitória ou derrota no processo eleitoral. Nesse quadro, o deputado Celso Sabino é um privilegiado observador, que pela sua atuação e dinâmica, o faz um jogador de renome nesse processo.

Novo partido

O União Brasil nasceu da fusão do PSL com o DEM. Apesar de ser um partido novo, ele já traz grande lideranças, grandes quadros no Brasil inteiro como o nosso futuro Governo da Bahia, ACM Neto, como governador de Goiás, o Caiado, enfim, nós temos vários governadores. Governador de Rondônia, governador do Tocantins e também grandes quadros no Congresso Nacional com senadores, com deputados atuantes, deputados que defendem importantes bandeiras para o Brasil, aqui especificamente no Estado do Pará, estamos eu e o deputado federal Hélio Leite na articulação, vamos chamar assim atrair aquelas pessoas que pensam igual a gente, aquelas pessoas que defendem as mesmas bandeiras, que pensam num Brasil de mais liberdade econômica, um Brasil que valoriza a família, um Brasil que prestigia o desenvolvimento das regiões. Nós que somos daqui do Norte do país, sabemos o quanto precisamos ter um olhar mais especial da Federação Brasileira, no desenvolvimento das nossas estradas, do nosso agronegócio, da geração de emprego e renda.

E no Pará, como é que a organização do partido está sendo tratada? No Pará, o deputado Hélio Leite é uma importante liderança do Nordeste paraense, principalmente (eu acho, alí em Castanhal, né)?

O Hélio Leite é de Castanhal, é coordenador da bancada paraense, inclusive, no Congresso Nacional, tem uma grande atuação, temos os deputados estaduais também, quero citar a deputada Heloísa, o deputado Eliel, filiamos recentemente o deputado Jaques Neves, e outros que estão pretendendo assinar a ficha durante a janela partidária, algumas lideranças regionais do oeste do Pará, da Transamazônica, do sul do Estado, do Marajó. E, eu estou como presidente do União no Estado do Pará, e o deputado Hélio é o meu parceiro, tem me ajudado muito nas articulações, divido com ele essa responsabilidade, até pelo tamanho do partido, pela responsabilidade que temos aqui no Estado. E, tenho a certeza que o União deve sair das eleições de 2002 como um partido muito aqui no Pará, assim como é no Brasil.

Projeto 32/2021. Você pode falar um pouco dele? Ele cria uma nova dinâmica na questão dos deportos brasileiros?

Tivemos vários projetos comemorados na semana da Mulher, e esse foi um deles. Destaco também o que garante a distribuição de absorventes para mulheres carentes, mulheres que não têm condições. Quem é mulher sabe, as que estão nos acompanhando, das dificudades do período do mês que ocorre a mestruação. Muitas mulheres das periferias das grandes cidades, as vezes não têm condições de comprar um absorvente, comprar um pacote de absorvente. Nós aprovamos na Câmara um projeto, que garante esse item de higiene pessoal para as mulheres que não têm condições efetivamente comprar. Esse o projeto que garante também, dos projetos financiados pelo poder público, que a premiação seja equiparada para homens e mulheres. A gente ver hoje, por exemplo, no futebol feminino, o quanto que é discrepante, a remuneração. E nós temos grandes jogadores do Brasil, que se destacam, inclusive, em nível mundial e que não recebem, não tem a premiação compatível com a dos homens. Então, aprovamos esse projeto que garante que onde houver financiamento público, que haja uma equiparação da premiação masculina e feminina.

Esses dias agora também foi aprovada, através da tua relatoria, a lei Aldir Branc, que é da área da Cultura, que foi um segmento, diga-se de passagem, uma área extremamente afetada pela pandemia. Houve uma verdadeira parada de shows e apresentações artísticas.

Na verdade, essa lei surgiu, quando iniciou a pandemia e para enfrentar a carência, que os nossos artistas e nossos produtores teriam nesse “rigoroso inverno”, vamos chamar assim que foi a pandemia do coronavirus. E como a pandemia está se encerrando, ele mostrou ser um projeto eficiente, conseguiu garantir muitos empregos, conseguiu atender uma boa demanda das produções culturais de todo Brasil. E agora nós através da nossa relatoria, fico muito honrado como deputado do Pará, de assumir um projeto tão importante na Câmara, que foi a lei Aldir Blanc, que foi aprovada na Câmara e será votada na próxima semana no Senado, que vai garantir três bilhões, por ano, para os investimentos em cultura. Então foi uma grande vitória, especialmente para o setor cultural do Brasil, para nós aqui do Pará, que sabemos o quanto a cultura pulsa nas nossas veias, com o carimbó, com o siriá, com os botos lá em Santarém, com os festivais que nós temos em Juruti, Bragança, marujada. A gente sabe o quanto isso é importante, o quanto carece de investimentos públicos e privados. Eu acredito que agora nós pegamos uma lei que foi eficiente durante a pandemia e transformamos ela numa lei contínua, que vai funcionar todos os anos.

O meu portal acompanhou de perto o teu desempenho, a tua desenvoltura com relação à Reforma Tributária. Como é que ficou a questão do imposto de renda para os nossos amigos aqui internautas, que não entendem muito, que têm muita leitura específica sobre esse tema, que é um tema difícil?

Eu me senti muito prestigiado com a confiança que foi depositada em mim, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, pelos meus pares que me escolheram para relatar uma matéria tão importante. Você ver um deputado de primeiro mandato, do Pará, do Norte do país, relatar uma matéria, que afeta todos os brasileiros, 100% dos brasileiros são atingidos pelo Imposto de Renda. Envolve a economia nacional de uma forma muito ampla, fui demandado por veículos de comunicação de todo país, todo dia, toda hora eram os veículos, os maiores que você imagina que existem no país.

O Estadão no domingo, é o dia de mal circulação dos jornais, fez uma matéria com chamada de capa, de duas páginas inteiras com uma entrevista nossa, e na Folha, na Veja, na Isto É, no Globo e todos os principais meios de comunicação, dada a relevância do tema. No mundo todo, ele tributa lucros e dividendos, que são distribuídos pelas empresas. Só o Brasil que não, em contrapartida o Brasil tem uma altíssima tributação em cima das empresas, na contramão do que acontece nas maiores economias do mundo: as empresas são menos tributadas e a pessoa física quando retira o recurso da empresa para o seu patrimônio pessoal, ou para custear suas despesas pessoais, aquele valor que ele retira da empresa através de lucro e dividendos, é tributado. Assim acontece no mundo todo. E assim a gente buscou fazer também esse ajuste, iniciando no Brasil a tributação dos lucros e dividendos, e nós temos bilionários que recebem lucros de dividendos, e que não pagam nada de imposto. Para você ter uma ideia, tem cerca de 20 mil pessoas no Brasil recebendo mais de 230 bilhões, por ano, sem pagar nada, através de lucros.

Essa não era uma reivindicação da esquerda, a tributação dos ricos?

Sempre foi, sempre foi.

A esquerda comemorou isso ?

Comemorou depois de muita articulação, no dia da votação, conseguimos também o apoio da esquerda. Conseguimos uma votação expressiva, 398 votos na Câmara. E a matéria foi para o Senado. A princípio de uma segurada no projeto, pois afeta muita gente poderosa, claro, ao mesmo tempo também que atualiza tabela do Imposto de Renda, aumentando o número de pessoas que vão ficar isentas quando esse projeto for aprovado efetivamente.

Hoje o limite é de…?

De R$ 1900 e fração, e vai para R$ 2.500 e fração. Além disso, nós atualizamos a tabela de outras faixas, a fim de que todos vão pagar menos gradativamente, porque a tabela é progressiva. Se você aumentar a faixa de isenção, mesmo quem ganha mais, vai pagar menos. Você tem um número maior de isentos, o médio vai pagar menos, e o lá de cima vai pagar menos também. Você atualiza tabela do Imposto de Renda. Fizemos esse ajuste. E para você ter uma ideia, no Brasil cerca de 32 milhões de pessoas apresentam declaração de ajuste anual de Imposto de Renda. Inclusive, o prazo começou agora, muito dos que estão nos assistindo aí, se não fizeram a declaração, façam a sua declaração. Se o projeto já tiver sido aprovado no Senado, e sancionado, em média 32 milhões de brasileiros que declararam Imposto de Renda, metade, 16 milhões, estariam isentos, inclusive, de pagar Imposto de Renda. Ia ser um negócio muito bom, a gente fazer com quem ganha menos, não pagar ou passasse a pagar menos, e aqueles grandões que recebem bilhões de lucro, passasse a contribuir também com a Receita. Aí o Senado, discutindo a matéria, não avançou, mas ontem, inclusive (nós estamos gravando aqui esse programa de uma quarta, numa quinta-feira) ontem à noite estava na casa do presidente do Senado, senador Rodrigo Pacheco, e falamos sobre esse assunto. Ele fez algumas ponderações e ficou de ter uma reunião com o relator lá no Senado, que é senador Ângelo Coronel, para que, eu e ele, e o presidente do Senado e o presidente da Câmara, chegássemos aí a um consenso para que esse projeto possa ser aprovado também no Senado, e depois ser sancionado. Mas, sem dúvida nenhuma, um projeto bom para o Brasil, para a economia brasileira, sobretudo, para os que recebem menos.

Tu tens muitos projetos na área de desenvolvimento e em outras causas como a causa animal. Queria que falasse para mim, o que te moveu a tocar nisso? Tivemos agora o dia do animal, onde todo mundo se abraçando com gato, cachorro, capivara, cavalo e na verdade esses caras não têm projetos para essa área. Poucos têm. Não vi tu se utilizando o recurso, mas eu sei que tu és um cara, que está sempre destinando recursos para isso.

Essa é uma bandeira do meu coração, eu procuro assim até fazer muita política relacionada a essa área, como você falou, a gente observa muitas pessoas às vezes se aproveitar dessa causa, de forma inapropriada.

Fazer a capa (como a gente chama)…

Eu procuro nem vincular muita questão política. Eu faço, porque faço de coração. Eu penso que hoje, eu sou evangélico. Na Bíblia, você vê uma atenção especial nas inscrições de que devemos ter com os animais quem tem um pet na sua casa, sabe o quanto muitas vezes esse animal é um filho. Quem sofre é um animal na rua abandonado sabe o quanto é importante, e isso nós conseguimos quando éramos deputado estadual para fazer uma Emenda na Constituição do Estado do Pará incluir a proteção e defesa comum dos objetivos também do Estado do Pará, isso foi muito voltado de que o mundo todo já reconhece com o também é um direito humano de última geração. Você tem várias gerações de direitos humanos. O meio ambiente e a proteção de defesa animal. Isso é considerada uma pauta de Direitos Humanos, nós conseguimos incluir no Estado do Pará, apresentamos vários projetos de lei. Inclusive apresentamos um acho que em 2017 ou 2018, no estadual, que garante a prestação de socorro para animais que foram atropelados. Se não oferecer risco, como uma onça.

Como é que eu vou parar para socorrer aí se está me oferecendo risco, não preciso, mas se está me oferecendo risco, tem obrigação de socorrer sob pena de multa. E se me oferecer risco, tenho que parar no primeiro posto policial e comunicar para que algo seja feito. Parece que outro deputado, dois anos depois, apresentou um projeto idêntico e foi aprovado, com o mesmo texto. Na sequência, apresentamos também projetos na Assembleia, a fim de que fosse proibido a utilização de fogos de artifício e shows pirotécnicos que promovam barulho próximo de abrigo de animais, principalmente de cachorros. Em casa, principalmente no réveillon, no carnaval quando tem aqueles fogos. Como faz mal, porque o cachorro escuta muito mais que a gente. A gente fica irritado, fica chateado, imagina um animal, né? Um cachorro que tem uma vida muito mais sensível. E todos esses projetos que apresentei na Alepa, quando cheguei em Brasília, apresentei no âmbito federal também, do atropelamento, dos fogos de artifício e alguns a mais, por exemplo, nós temos um projeto está tramitando na Câmara, que garante que aquela pessoa que cometeu maus tratos e crueldade contra os animais, utilizando um veículo automotor, um carro, uma moto. Triste falar mais tem gente que amarra um cavalo numa árvore e a outra ponta do cavalo em um trator no carro, e estica até que ele arrebente, acontece isso. Tem gente que amarra um cachorro numa moto e arrasta para fazer o mal. Quem promover isso, há uma alteração no código de trânsito para que, além das sanções penais, também fique impedido de dirigir por dez anos, perca a carteira de habilitação por dez anos. E além de vários outros projetos, nós temos todos os temas para falar, mas eu quero, se é para eu escolher um, eu escolho, eu acho que foi a revolução aqui no Brasil, que foi a Lei Sansão, que foi apresentada pelo meu amigo deputado Fred Costa, de Minas Gerais, projeto parecido também do deputado Ricardo Izar, de São Paulo. E, eu tive o privilégio e oportunidade de relatar na Câmara dos Deputados. Foi aprovado, foi aprovado no Senado, Bolsonaro sancionou e já é lei. No meu texto, aumentei a pena para quem comete crueldade contra o animal, barbaridade, antes a pena ia até dois anos. Além disso, inovei também com a perda da guarda do animal.
Para quem não entende o Direito Penal, era pena de até quatro anos, você pode fazer uma transação penal. A transação penal permite que você possa trocar a pena por uma multa, uma prestação de serviço à comunidade, por cestas básicas. Enfim, então muitos e muitos casos, no Brasil, de impunidade, de crimes bárbaros contra animais ocorreu em virtude de nós termos uma lei muito branda. Quando você coloca uma pena de até cinco anos,e em caso de maior probabilidade, de uma crueldade maior, e o cara pegar uma pena acima de quatro anos, não pode fazer a transação penal. É uma grande inovação também, recentemente agora aprovamos um projeto quem reconhece a vida dos voluntários que atuam na causa animal, nas ONGs, nos abrigos de animais, nos lares permanente. E a gente sabe que a principal demanda é financeira. O poder público é quem tinha que fazer isso, nós tínhamso que ter no Estado e na Prefeitura um abrigo eficiente, um Centro de Zoonoses eficiente, um hospital eficiente, infelizmente quem faz são os voluntários, são pessoas que mantém um abrigo fazendo vaquinha, fazendo coleta. Então falta recursow. Apresentei um projeto na Câmara dos Deputados em dezembro do ano passado: para que as multas que forem aplicadas pelos órgãos administrativos como Ibama, Secretaria de Meio Ambiente, estaduais e municipais, essas multas administrativas, aplicadas por esses órgãos, na espera do meio ambiente relacionado a animais também, seja revertida para esses lares e abrigos temporários de animais.

É um tema muito sensível. Nós estamos há poucos dias na semana na causa animal (e é um grande companheiro), fico feliz por ti. Vamos fazer um bate-bola sobre algumas coisas. Tu foste um dos deputados mais jovens nas eleições no Estado, né?

Acho que eu tinha 33, se não me falha a memória.

Teu signo?

Virgem.

Time?

Leão (Clube do Remo). No mundo todo eu sou Leão.

Casado há quanto tempo?

Sou casado há 10 anos, fez no dia 10 de janeiro (2022).

Quantos filhos?

Cinco. Três com a primeira esposa e dois com a segunda.

Um sonho?

Ver meu Estado mais desenvolvido do país.

Uma decepção?

O gol do castor, o gol contra.

Uma alegria?

Eu tenho uma alegria diária, principalmente com meus filhos. Minha filha Maria Clarice é uma princesa, uma fonte de alegria inesgotável para minha vida.

Tua formação?

Sou auditor fiscal, sou formado em Administração e Direito, tenho algumas especializações, pós-graduações, Doutorado em Direito Tributário e estou cursando o pós-Doutorado na Universidade de Lisboa.

Tem a pretensão a um cargo executivo ainda?

O futuro a Deus pertence.

Melhor ao município do Pará? Tem uma predileção?

Assim, sem demagogia, eu sou apaixonado pelo Pará. E eu posso não divulgar muito, mas eu ando bastante e conheço, por exemplo, Floresta do Araguaia que é belíssima sua produção de abacaxi, que abastece inclusive Brasília, produzido em Floresta Araguaia. Você Igarapé-Miri com sua produção de açaí. O açaí nativo, que é um dos açaí mais saborosos que têm no mundo. Você tem ali Xinguara, uma região de boi gordo, onde você como uma das melhores carnes do Brasil. Você tem o dendê que nasce alí em Moju, Tailândia, em toda aquela região. Você tem os cítricos da laranja, do limão, em Capitão Poço, você tem a riqueza cultural, a culinária histórica de Bragança, de Vigia

Prato predileto?

Costela de tambaqui na brasa.

Uma música, uma banda marcante ou uma que está na playlist do carro?

Barry White.

O que pretendes nesse segundo mandato caso o povo paraense te reeleja?

Diógenes, nós entramos nesse primeiro mandato com alguns desafios, eu falava muito disso, uma era a questão Federativa, era o olhar que o Brasil enxergava o Pará. A gente tem conseguido mudar isso, assumindo relatorias importantes, caso do Imposto de Renda que nós falamos. Nós conseguimos colocar lá incremento de 1,5% na Sefen do minério produzido no Pará e este 1,5% ser totalmente destinado aos municípios do Pará e para o Governo do Estado, e tirando a parcela da União. Um ganho de distribuição para todos os municípios, não só para os produtores, esse 1,5% a mais que colocamos no Imposto de Renda, seria distribuida de forma igualitária, conforme a população de cada cidade do Pará. A gente tem conseguido vencer, vamos chamar assim discriminação, e também a questão da Lei Kandir, que vem condenando o Pará desde 1996, que a gente vem sofrendo muito. A gente já conseguiu fazer uma importante negociação com o Governo Federal, que desde o acordo em 2019 para cá o governo federal, o Governo Federal tem repassado mais de R$ 6 bilhões para Estados exportadores como Estado do Pará. Falamos muito sobre a questão da pavimentação da BR-163, e era uma rodovia importantíssima para o Pará e ainda é. Lembro que trabalhei em Santarém várias vezes, e vejo o quanto valorizou o metro quadrado lá só pela perspectiva de asfaltar a BR 163. E, em 2018 começou a asfaltar, e em 2019 foi concluída. Já está toda asfaltada, uma grande vitória. Falamos muito sobre a Transamazônica, já estamos conseguindo uma importante vitória, que é a transformação de todas as pontes em madeira em ponte de concreto. Estamos avançando na estrada da Transamazônica e vamos lutar, agora, muito nesse segundo mandato pelo asfaltamento definitivo da BR-230, que é a nossa Transamazônica. Falei muito também sobre asfaltamento da 422 entre Tucuruí e Novo Repartimento, trecho de 60, 70 quilômetros foi muito importante para quem vem dali do Oeste do Pará pela Transamazônica, pega esse trecho para vir Belém. E nós, da bancada do Pará, conseguimos colocar recursos e a obra já vai se iniciar. E a outra que já vai se iniciar também é a ponte sobre o Rio Xingu, da mesma forma de quem vem lá do Oeste do Pará Transamazônica para Belém, tem que pegar aquela balsa para atravessar, entre Vitória do Xingu e Anapu, vai começar outra agora com a construção da ponte sobre o Rio Xingu.

É uma obra cara, né?

Cara e importantíssima para interligar o Estado do Pará, você vai poder sair daqui (de Belém) de carro e chegar até em Santarém também de carro, sem pegar nenhuma balsa. A ponte sobre o Rio Araguaia entre São Geraldo e Xambioá, no Tocantins. Uma ponte importantíssima. Vai nos aproximar muito do Centro-Oeste do país, e a ponte está muito avançada. Daqui a pouco a gente já está inaugurando. Já estão colocando o pavimento em cima. Já avançamos bastante e tivemos outras importantes vitória, que falamos iríamos defender e estamos conseguindo comemorar ou então assinar ordem de serviço, visitar a obra que já começou. Que tenhamos um segundo mandato para brigar, para que a gente tenha um olhar da Federação Brasileira pelos Estados do Norte do país, conforme o nosso IDH, conforme a nossa dimensão territorial e nossas perspectivas de contribuição que a gente tem que país. O Pará hoje não é um celeiro de grandes negócios, já é um polo do agronegócio. A gente já tem aqui milhares de hectares de soja plantados, milhares e milhares de hectares de milho plantados. Nossa produção pecuária é uma produção pecuária que ajuda a sustentar a balança comercial brasileira. Que tenha esse olhar para o Pará, brigar pelo desenvolvimento, principalmente das nossas estradas federais e das nossas estradas vicinais. A França é menor que o Pará, tem mais rodovias, as vicinais todas asfaltadas, com mais quilômetros de asfalto do que o Brasil todo. Vamos investir nisso, eu tenho certeza. Acredito que aqui na Hope, o público maior seja na Região Metropolitana de Belém (RMB). Mas pense que você tá aqui comendo carne, e essa carne que você está consumindo, vem dalí, esse feijão que você está consumindo vem lá de Capanema. Que está consumindo arroz, vem lá de Soure, de Salvaterra, Cachoeira do Arari onde tem uma grande plantação de arroz. Quando você melhora a infraestrutura, você baixa também o custo do produto original, além de gerar emprego e renda, e desafogar os serviços públicos. A partir do momento que a pessoa tem uma condição melhor, é menos, as vezes, de uma pessoa para depender de uma assessoria numa prefeitura,

Marajó – sonho com zona de livre comércio

O nosso maior desafio no próximo mandato, se a população do Pará entender que sou um bom representante para o Estado, que sou um bom trabalhador para o Pará, em Brasília., será desenvolver a nossa malha viária, desenvolver a nossa saúde pública e, principalmente, dedicar para parar um olhar especial. Você me perguntou a pouco de um sonho. Eu tenho um sonho aqui. Queria ver, por exemplo, nosso Marajó se transformado não só num polo turístico, mas no polo industrial. Nós temos todos os requisitos para alí no Marajó, termos uma zona de livre comércio, na zona franca, onde pode vir uma grande indústria, como vai para China. Pode de uma grande indústria de Marajó, nós temos um grande aeroporto internacional, incusive de cargas, um grande porto de cargas. E ali produzir para abastecer o mundo todo. Esse é um grande sonho que eu tenho na política.

Não sei se você gosta de falar sobre isso, a questão do plebiscito da divisão do Pará. Como é que hoje? Qual o sentimento que tu tens em relação aquele movimento e naquele momento?

Em 2021, nós não tínhamos aqui nenhuma perspectiva de que o Estado, para criar outros três estados, pudesse ser bom para qualquer paraense, no oeste, no sul ou aqui em Belém. Todos os estudos que a gente tinha à disposição, de órgãos oficiais, de universidades públicas, apontavam, inclusive, para a diminuição de receita, diminuição de orçamento. Eu acho que foi uma importante vitória para toda população do Pará, o resultado que tivemos em 2011.

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