segunda-feira, janeiro 30, 2023
spot_img
InícioParáO futuro político do Pará está nas mãos de quem?

O futuro político do Pará está nas mãos de quem?

Os dados estão rolando e as tratativas que definirão as estratégias de cada candidato a prefeito em 2024 e a governador em 2026, são prospectadas pela elite política paraense. Cabe à população, formadores de opinião e demais 'players', tomarem pé dos planos e se espertarem para não serem surpreendidos com o que está sendo planejado.

Muito se comenta sobre a possibilidade do prefeito de Belém, Edmilson Rodrigues (PSOL) ter um “upgrade” de seu mandato, com o novo governo Lula. Aliado a isso, Ed50 conta ainda com o apoio do novo ministro das Cidades, Jader Filho (MDB), que assim que foi noemado para o cargo, foi até o gabinete do prefeito psolista, onde recebeu elogios jamais vistos na história política do estado do Pará.

Que Belém pode de fato ter investimentos maiores com o governo Lula, do que teve com Bolsonaro, não se pode duvidar. Aliás, ter um ministro das Cidades, com a importância que essa pasta tem em políticas de habitação, saneamento, mobilidade urbana, entre outras áreas, pode sim ajudar no desenvolvimento de uma capital tão necessitada de tudo.

Soma-se aí, o novo mandato de senador do PT, onde Beto Faro o assume com a sede de logo mais, deixar o cargo para ser o sucessor do governador Helder Barbalho (MDB), nas próximas eleições estaduais.

Pensando nisso, Helder escalou um dos seus homens de confiança e o filiou ao PT, Josenir Nascimento, que mesmo sem nunca ter disputado uma eleição, poderá assumir a vaga de senador, em uma eventual saída de Beto Faro do senado em meados de 2024 ou depois, já que seu mandato é de 8 anos.

Josenir Nascimento foi filiado ao PT na véspera das eleições e acabou eleito suplente do senador Beto Faro (PT), que mesmo tendo iniciado a campanha eleitoral de 2022 como o último colocado nas pesquisas, superou os adversários e foi eleito senador, com a força do governo do Pará e da campanha presidencial de Lula.

Toda essa engenharia futurística na política, soma-se ao fato de que Helder almeja ainda mais: Pode se tornar candidato a vice-presidente, em uma eventual reeleição de Lula, ou até mesmo conseguir o aval dos demais “caciques” do MDB nacional e consagrar-se o presidenciavel do partido, em 2026.

Bom, tudo isso pode ou não pode acontecer, mas sem dúvida está no radar de quem opera o tabuleiro político de forma minuciosa e vai fincando as pedras estratégicas de sua jogada à cada vitória eleitoral e política, onde o céu é o limite.

Com a oposição modorrenta praticamente inviabilizada, cabe a Helder construir seu futuro político, de seu irmão e de seus filhos como bem entender, pois transita com habilidade nos trilhos que seu pai o colocou e hoje já até o supera, como tanto se comenta entre a classe política paraense.

Voltando à possibilidade da capital paraense ser governada por mais quatro anos pelo PSOL, com a reeleição de Edmilson Rodrigues, comenta-se da possibilidade do mesmo deixar o partido e se filiar em outra legenda, como o PSB. Tal estratégia estaria pautada no plano de poder da família barbalho, que sabe da importância do colégio eleitoral de Belém e Ananindeua e por isso, já pensam à frente de como manter a influência e o domínio das prefeituras da região metropolitanas e suas bases (vereadores), para a consolidação dos seus objetivos eleitorais.

Daí surgem dúvidas sobre como o processo se dará. Afinal, a alta rejeição de Edmilson pode até ser reduzida com fortes investimentos federais e estaduais, mas os prefeitos dos demais municípios do estado pressionarão, sobretudo junto aos deputados federais e estaduais, por mais recursos também, tanto do segundo governo Helder, quanto do terceiro mandato de Lula, que no Pará tem como principal aliado a famíla barbalho.

Na sabedoria popular, os ensinamentos para a classe política paraense são: “Quem não chora não mama!” e “Quem muito se abaixa, a bunda aparece”.

Ou seja, se para manter Belém sob sua influência, Helder tiver que bancar a reeleição de Edmilson, certamente trará pra si, boa parte das críticas e da má aceitação que o psolista conseguiu acumular, inclusive entre seus eleitores mais fiés e os militantes de seu partido.

Para que não haja dúvidas, pesquisas começam aferir o tamanho da rejeição de Edmilson e a percepção da população sobre as ações de Helder na capital.

Eis aí o ponto nevrálgico: Além de Belém, Ananindeua também é um colégio eleitoral importantíssimo à quem busca votos para manter seu projeto político eleitoral e de lá surgiu a liderança do ex-vereador, que se tornou o deputado estadual mais votado na história do Pará (113 mil votos) e logo em seguida foi eleito prefeito: Dr. Daniel Santos.

Ao se eleger a deputada federal mais votada nas eleições de 2022 (250 mil votos) , a esposa de Daniel, Alessandra Haber (MDB) pode ajudar o marido a conseguir recursos que levem mais obras e serviços à Ananindeua e demais município onde o casal passou a consolidar liderança política. Mas a deputada pode abrir mão da cadeira em Brasília para assumir uma importante secretaria no segundo governo Helder, levando ainda mais musculatura e força política para a chamada “República de Ananindeua”, de onde Helder foi eleito prefeito por 8 anos e saiu de lá para se eleger governador do estado.

O resto da história será traçado pelos “players” citados acima, mas sem dúvida alguma teremos o momento de combinar tudo como os “russos”, neste caso, os eleitores e demais atores que agem no processo de formação de opinião e até mesmo com membros do poder judiciário, que podem surpreender e mudar o rumo e o destino de todo mundo.

Leia também:

A guerra, os interesses políticos e os acordos quebrados

Helder Barbalho e Dr. Daniel aSantos tratam sobre a manutenção da aliança política

RELACIONADOS

Mais visualizados