sexta-feira, janeiro 27, 2023
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O favoritismo de Helder, o 2º turno para o governo e a disputa pelo senado no Pará

Nossa redação tem recibido muitas informações sobre o processo eleitoral e de campanha nestas eleições no Pará. No entanto, precavendo-se de boatos e fofocas comuns nesse período, preferimos não dar vazão a maioria do que nos chega e apurar com rigor o que tem relevância ao interesse público.

Dentro dessa perspectiva adotada, analisamos de forma criteriosa a divulgação das pesquisas até aqui realizadas. É salutar lembrar que nem todas as pesquisas realizadas, são divulgadas. Isso se dá por conta do interesse de quem as contrata.

Muitas vezes, o ato de encomendar pesquisas eleitorais está mais voltado ao interesse de ter informações sobre um determinado momento da eleição e assim poder tomar decisões para áreas como o marketing, para o realinhamento da estrutura a ser investida, pela identidade de campanha, bem como para o fechamento de acordos, entre outros.

Dito isso, vamos aos tópicos que consideramos mais importantes:

TEREMOS 2º TURNO AO GOVERNO?

Mesmo com poucas obras estruturantes, muitas denúncias de corrupção em seu governo, incluíndo visitas da Polícia Federal em sua casa, gabinete e a prisão de secretários e assessores, o governador Helder Barbalho é apontado pela maioria dos eleitores entrevistados pelos institutos de pesquisa como detentor da maioria absoluta (mais de 60%) das intenções de voto. Essa vantagem se torna mais absoluta se formos compará-la com o pífio desempenho de seus adversários.

A grande vantagem de Helder Barbalho é constatada tanto pelos institutos de pesquisa, quanto por cientistas políticos e lideranças que consideram-no um hábil jogador, que soube arrumar o tabuleiro eleitoral a seu favor. Resta saber se a oposição conseguirá levar a disputa ao segundo turno, hipótese remota perante uma avassaladora estrutura montada através do governo e com tentáculos na maioria dos partidos, igrejas e prefeituras do Pará.

Assessores do candidato Zequinha Marinho (PL) esperam que com a nova visita de Jair Bolsonaro a Belém, nesta quinta-feira, 22, venha fazer o candidato crescer nas intenções de votos que estão sendo medidas pelos institutos de pesquisa e deverão ser publicadas nos próximos dias.

A DISPUTA AO SENADO CONTINUA ACIRRADA?

A resposta para a pergunta acima é sim. Mas ela começa a ser definida com a aproximação do dia D.

Os quatro candidatos mais fortes seguem disputando voto a voto, viajando, participando de comícios, caminhadas, carreatas e todos os demais eventos possíveis de serem acompanhados.

Com metade dos entrevistados pelos institutos de pesquisa dizendo que não sabem em quem votar no dia da eleição, há um “campo aberto” para todos, dizem alguns pesquisadores e cientistas políticos.

No entanto, na análise de cenários futuros, o candidato que mais tem aglutinando força nos bastidores, mesmo sem fazer muitos esforços é Beto Faro (PT). Isso porque o pestista conta com as declarações de apoio de Lula e de Helder Barbalho, este que além de governador, colocou um dos seus homens de confiança, Josenir Nascimento, no PT e logo em seguida, na 1ª suplência de Beto. Josenir, que presidiu por muitos anos e continua no controle da Federação das Associações de Municípios do Pará – FAMEP, vem aglutinando prefeitos que ainda não estavam convencidos de votar em Beto Faro.

A candidatura de Mário Couto (PL) liderou até aqui, a intenção de voto na maioria das pesquisas. Mas analistas políticos estudam os números destas aferições e concluem que Mário pode ter chegado ao seu “teto” eleitoral, e por isso não teria mais condições de crescer e impor uma vitória como pretende. A visita de Jair Bolsonaro a Belém, poderá nos dar uma melhor definição sobre essa hipótese, que para a equipe de Mário Couto não passa de desespero dos seus adversários.

Manoel Pioneiro (PSDB) e Flexa Ribeiro (PP), mesmo encostados na campanha de Helder, não conseguem extrair dela o apoio necessário para decolarem com a força que seria necessária para ultrapassar seus adversários e principais concorrentes.

No entanto, estes últimos dias são decisivos para que novas estratégias sejam adotadas e a força que dizem ter junto a deputados, prefeitos e bases em municípios do interior e na região metropolitana, possam operar ua reviravolta, desbancando boa parte das pesquisas que os colocam embolados na terceira e quarta posição, respectivamente.

Afinal de contas, todos os institutos de pesquisas deram o delegado Eguchi fora do segundo turno na última eleição para prefeitura de Belém e foi ele quem foi com Edmilson Rodrigues para o segundo turno.

Ou seja, como dizem os veteranos na política: a eleição só acaba quando termina.

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