segunda-feira, março 27, 2023
spot_img
InícioDestaqueMorre Anivaldo Vale

Morre Anivaldo Vale

Morreu nesta quarta-feira (24), aos 77 anos, Anivaldo Juvenil Vale. O ex-deputado federal falaceu após ficar mais de 40 dias internado no Hospital Adventista de Belém.

Anivaldo Juvenil Vale era mineiro da cidade de Ipanema, onde nasceu em 2 de dezembro de 1944. Era filho de filho de Áureo de Oliveira Vale e Lígia Pereira Vale. Foi casado com Ana Dutra Vale, com quem teve cinco filhos, sendo um deles o ex-deputado federal Lúcio Vale, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), e o deputado federal Cristiano Vale (PP-PA)

O velório de Anivaldo Vale será na Capela Recanto da Saudade, na rua Domingos Marreiros (nº 1536). A missa de corpo presente está marcada para 9h e o enterro às 12h. “A dor é imensa, mas a sensação de gratidão é ainda maior. Obrigado por todo ensinamento e amor durante a vida. Você partiu desse plano, mas estará sempre em nossas lembranças e no coração de todos que amam. Descanse em paz, pai!”, expressou-se Lúcio Vale em sua conta no Instagram. Centenas foram os comentários e mensagens de políticos, amigos e anônimos.

Trajetória

Anivaldo Vale começou a trabalhar cedo, em 1963, e como contínuo em Ipanema (MG), ingressando em seguida no Banco do Brasil. Antes de entrar para os quadros em definitivo do banco federal, atuou como auxiliar de serviços, contador, escriturário, auxiliar de portaria, fiscal da Creci e ajudante de serviço.

Em 1975, já no Pará, e pela instituição, assumiu postos de destaque em várias cidades, dentre elas Bragança, Paragominas, Capitão Poço, Tomé-Açu e Belém, mas também no Estado vizinho do Amapá. Foi ainda superintendente regional regional no Acre, no Rio de Janeiro e Pará.  Seu desempenho o credenciou a assumir o cargo de diretor e de presidente do Banco da Amazônia (em Belém) para onde se transferiu em 1992. Anivaldo Vale saneou e reestruturou o Basa, revertendo a situação desfavorável em que se encontrava o banco.

No Basa, Anivaldo Vale foi responsável por criar o FNO Especial, que alinhou o sistema de crédito ao homem do campo, com grande impacto social e impulsionando a economia nos municípios. Idealizou e criou a Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA), instituição que, em 2019, lhe outorgou o título de Doutor Honoris Causa, tornando-o a primeira pessoa, fora do meio acadêmico, a receber sua maior honraria.

Anivaldo teve uma intensa história na política paraense. Foi três vezes deputado federal (de 1995 a 1999 – 1999 a 2003 – 2003 a 2007), sendo autor dos projetos de criação da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA). Em Brasília, participou de comissões importantes e fundou a Comissão da Amazônia de Desenvolvimento Regional, atual CINDRA, que abrange nove estados amazônicos e é presidida por seu filho, deputado federal Cristiano Vale. Nos anos 1990, foi vice-prefeito na gestão de Duciomar Costa. Em 1994, assumiu a função de secretário Executivo do Ministério dos Transportes no governo do PT.

Reconhecimento

Em 2019, Anivaldo Vale recebeu da Ufra o título de título de Doutor Honoris Causa – a maior honraria existente no meio acadêmico, foi a primeira pessoa, fora do meio acadêmico, a receber sua maior honraria. O título honorífico é concedido pelas universidades a personalidades que tenham se distinguido pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras, promoção da paz, de causas humanitárias, por sua boa reputação, virtude, mérito ou ações de serviço que transcendam famílias, pessoas ou instituições, servindo de exemplo para a comunidade acadêmica e para a sociedade em geral.

Leia também:

Jovem morre após acidente em trilha de moto envolvendo políticos. Berg Campos emite nota de pesar

Perito da PF conta a verdadeira história de Papillon, que morreu no norte do Brasil

RELACIONADOS

Mais visualizados