segunda-feira, fevereiro 6, 2023
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Jornalistas da TV Liberal protestam por melhores “salários e respeito”

Profissionais da TV Liberal cruzaram os braços em sinal de protesto, expressado na postagem, no Facebook, da jornalista Tânia Menezes, feita na noite desta terça-feira (10): “Uma equipe que se dedica, que se arrisca, faz o seu melhor, também merece o melhor”, escreveu a colega.

Na postagem, os experientes João Jadson, Jalília Messias e o repórter de rede Fabiano Vilela, juntamente com demais integrantes da afiliada da Rede Globo, vestiram preto em sinal de protesto por melhores condições de trabalho. No post da rede social foi usada a hastag #JornalistasPorSalárioseRespeito.

Nos comentários, apoio dos colegas como “Força, queridos”, escrita por Regina Alves, mas também do jornalista Josué Costa, ex-O Liberal. Camilla Delduque escreveu: “Orgulho dessa equipe que merece reconhecimento e principalmente respeito. Sinto uma tristeza em ver tantos profissionais bons saindo da emissora não por falta de amor, mas de pagamento justo. São 5 anos sem um reajuste, um absurdo!“.

Manifestaram-se ainda Rose Gomes, Eliete Ramos, Waleiska Fernandes, Rejane Paiva e Max Costa, jornalista que integra a diretoria do Sindicato dos Jornalistas do Pará (Sinjor-Pa) na função de delegado.

DO DISCURSO AO SILÊNCIO

“Foi um momento de celebrar a mudança no Sinjor-Pa e de reafirmar a luta por um futuro melhor para todos e todas as jornalistas”. Esse foi um trecho da postagem feita no Facebook da entidade, que deu posse à nova gestão em 19 de dezembro de 2020. De lá pra cá, o que o Sinjor-Pa tem até reunido em algumas empresas, mas sem avançar em ações práticas.

“Será solidário à manifestação dos colegas da TV Liberal? E a realidade nas demais redações de Belém e do restante do Estado?”, indaga uma jornalista das empresas da família Maiorana, em apoio aos colegas e colocando dúvidas em relação ao sindicato que segue fingindo que representa a categoria.

A REIVINDICAÇÃO EM 2021. E O “15% JÁ!”

No dia 14 de dezembro de 2021, o Sindicato dos Jornalistas do Pará informou à categoria a reivindicação de 15%, considerando a inflação entre maio de 2018 e abril de 2021, e pediu o pagamento de valores retroativos. Neste mesmo dia a proposta de 5,5% foi apresentada pela patronal, quando o sindicato se manifestou dizendo que era “um desrespeito com uma categoria que leva informações precisas à sociedade, exerce um papel fundamental no enfrentamento à pandemia e, sobretudo, combate as notícias falsas”.

A campanha encabeçada pelo SINJOR-PA dizia que os jornalistas do Pará estavam há anos sem acordo e sem reajuste salarial, e divulgou em postagem nas redes sociais, que o acordo coletivo dos grupos Liberal e Diário expiraram em 30 de abril de 2018, ou seja há quatro anos.

IMOBILISMO, ELEIÇÕES 2020 E O SURGIMENTO DA AIJAM

Essa “cruzada de braço” dos jornalistas da TV Liberal só demonstra o imobilismo do Sindicato dos Jornalistas do Pará, pois não avança em ações concretas com os donos dos grupos de comunicação, em benefício da categoria.

Em 2020, em uma eleição acirrada e de grande mobilização, a chapa 2, com 130 votos, venceu a chapa 1, que obteve 113 votos. De tão acirrada, a disputa teria tido a partipação direta do prefeito Edmilson Rodrigues (PSOL) e do governador Helder Barbalho (MDB). Assumiu a presidência do Sinjor o jovem Vitor Gemaque, que estaria de licença da editoria de Cultura de O Liberal e pouco se manifesta quando protestos de seus colegas são enderaçados ao Governo do Estado ou à Prefeitura de Belém.

A oposição derrotada em 2020 foi encabeçada pelo jornalista Evandro Corrêa, que sempre criticou a forma de atuar do Sinjor-Pa, que segundo ele, não atende as reais necessidades dos jornalistas do Pará. Corrêa mantém a liderança de um grupo de jornalistas independentes que, no último dia 28, fundou a Associação Internacional dos Jornalistas da Amazônia (AIJAM). A entidade objetiva agregar profissionais de imprensa independentes em todos os estados da Amazônia Legal e da Amazônia Internacional, composta, dentre outros países, por Colômbia, Guiana Francesa e Equador.

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