segunda-feira, janeiro 30, 2023
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Internet gratuita é reativada em praça de Soure, mas não existe fibra ótica no Marajó

Por Dário Pedrosa*

Moradores de Soure, no Marajó, já podem voltar a usar a Internet livre na principal praça da cidade. A Praça da Independência, na Primeira Rua, já recebeu a reativação do sinal de Internet do projeto Navega Pará.

O acesso é gratuito através do sinal de wi-fi aberto, pelo qual qualquer pessoa pode acessar sem nenhuma dificuldade. A ação somente tornou se possível graças a parceria firmada entre a Associação dos Municípios do Marajó (AMAM), a Prodepa e a Prefeitura de Soure.

Esta iniciativa vai poder ajudar, inclusive, muitos estudantes a desenvolverem suas atividades de aulas remotas, metodologia aplicada pelas escolas neste período de pandemia.

A luta agora é pela chegada da fibra ótica em nossa região marajoara. Políticos em geral deveriam comprar esta pauta. O linhão da energia elétrica já é realidade. Deveriam ter atravessado junto a fibra ótica, pelo cabo sub aquático.

O Marajó precisa avançar muito e recuperar o tempo perdido pelos anos de atraso

*Dário Pedrosa é jornalista e morador de Soure, na ilha do Marajó.

NOTA DO PORTAL

De fato, a inclusão digital é mais um sonho de milhares de cidadãos, educadores, profissionais de saúde, estudantes, entre outros que sabem que a internet não é luxo e sim um serviço essencial para o desenvolvimento humano e não ter uma conexão de alta velocidade com a comunidade internacional através da internet é um fator que impede o desenvolvimento da região, que possui diversos municípios que estão entre os que tem os mais baixos índices de IDH no Brasil.

A última grande discussão sobre inclusão digital na Amazônia sintetizada no documento “A carta da Amazônia“, síntese dos debates no âmbito de dois grandes eventos: O 1º AmazonWeb, realizado nos dias 1 e 2 de setembro de 2013 e no III Fórum da Internet no Brasil realizado nos dias 3, 4 e 5 do mesmo ano, que concluiu pela necessidade de políticas públicas voltadas à tirar os municípios paraenses da idade média dos recursos tecnológicos da informação.

Compreendemos a importância da inclusão digital para o desenvolvimento de uma nação livre e soberana e para a garantia do acesso à internet de qualidade como direito humano, por isso exigimos do Governo do Pará a reavaliação do programa “Navega Pará” para sua ampliação de forma séria e comprometida com a garantia de repasse de recursos para sua viabilidade técnica, implementação com sustentabilidade, garantindo a inclusão digital em todos os municípios e para as populações tradicionais como quilombolas, indígenas, ribeirinhos, entre outros.

Por fim, queremos expressar nosso mais profundo descontentamento com o fato de que a comunicação via internet em nossa região, seja a mais precária e com menor infraestrutura do país, chegando ao absurdo de custar mais de dez mil reais, um simples link de 1mb, em municípios do arquipélago do Marajó e da transamazônica, só pra citar como exemplos.

Essa realidade precisa ser mudada urgentemente e por isso, reivindicamos que o governo federal, o governo do Estado do Pará e o Comitê Gestor da Internet possam intervir e mudar essa condição a que estamos submetidos na Amazônia, pois consideramos que sem a inclusão digital, continuaremos mais excluídos do que já somos.

Carta de Belém, 05 de Setembro de 2013. Leia mais aqui.

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