sexta-feira, janeiro 27, 2023
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Ifood testa drones para entrega de encomendas no nordeste brasileiro

O uso compartilhado de tecnologias chegou para ficar e mudar as relações humanas e do mundo do trabalho. Cada vez mais, empresas usam robôs, sistemas computacionais e drones para agilizar e aperfeiçoar tarefas antes só possíveis de serem executadas por humanos.

Nesta semana, o iFood começou a testar entregas feitas por drones. A experiência acontece em Aracajú, a capital do estado de Sergipe. A rota de entrega liga o shopping Riomar Aracaju e o município de Barra dos Coqueiros, atravessando o rio Sergipe.

Drone de entrega iFood (Foto: divulgação iFood)

Os clientes que fizerem pedidos neste perímetro receberão sua encomenda em apenas 5 minutos. Rapidinho se comparado com o delivery entregue por motos e carros via terrestre, que demora entre 25 e 55 minutos. Um dos restaurantes parceiros a participar do experimento é o McDonald’s. 

Empresas estão criando uma operação de entrega automatizada para reduzir as emissões de CO2 e o tempo do percurso. Entenda o que está por trás do negócio, o valor investido e os critérios para criar a própria operação delivery de drone

O drone vem em casa? 

O objetivo da parceria entre entre o iFood e a empresa Speedbird Aero, responsável por fornecer e operar aeronaves não tripuladas é reduzir o tempo de viagem no primeiro trecho. Ou seja, os drones levam os pedidos até os ponto de retiradas (hub) e de lá os entregadores tradicionais (que usam bicicleta, patinete ou moto) levam os produtos aos clientes.

Escolhemos a cidade ― a primeira do Nordeste ― para testar novos modelos e promover uma nova experiência aos clientes da região. (…) Nosso objetivo é aumentar a eficiência das entregas para todos: consumidores, restaurantes e entregadores, além de levar soluções tecnológicas e alternativas para o delivery em modais não poluentes.

Fernando Martins, head de logística e inovação no iFood.

TENDÊNCIA DE MERCADO

Quando empreendedores e fãs de compras por aplicativos e internet descobriram a nova tendência mundial de entregas de produtos por drones, surgiu uma corrida para fazer parte do experimento. Não à toa. O setor é coisa séria. E quem entrega melhor e mais rápido, pelo visto, sai na frente. 

A modinha — que veio para ficar — tem feito barulho nos bastidores. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) recebeu em 2021 cerca de 35.144 pedidos de cadastros de drones para uso profissional. Segundo Ailton José de Oliveira Júnior, especialista em regulação na Anac, desses não é possível identificar quantos são para operação de delivery. Mas destaca que, ao longo do ano, muitos contatos de empresas interessadas no segmento foram feitos.

A startup Speedbird, por exemplo, foi a primeira a receber a autorização e a certificação da agência para fazer testes no ano passado. Já tem em sua cartela clientes como iFood, Avon e Natura (veja nos próximos tópicos).

No entanto, vale destacar que o uso ainda não é oficial. “Hoje, o que se tem no país são autorizações em caráter experimental”, diz Júnior.

DRONES COMO MEIOS DE ENTREGA

Sabemos que o assunto não é novo. O burburinho começou em 2013, quando Jeff Bezos, o manda-chuva da Amazon, disse que as entregas seriam feitas por drones nos próximos cinco anos. Bem, o prazo não foi cumprido, mas coincidência ou não, fez o mercado ficar atento ao modal.

A partir de então, a tendência surgiu, e empresas dos mais variados portes e segmentos correram para implementar o serviço. Por quê? Ora, oferece uma entrega mais rápida, com menos acidentes e contribui para o meio ambiente.

Contudo, ao contrário do que você imagina, no Brasil, ainda não é possível entregar os itens na janela do apartamento ou porta de casa. “Para chegar ao ponto de entregar na porta da residência da pessoa, muitos fatores precisam ser estudados. Como, por exemplo, como o equipamento saberia qual seria a janela correta, como a pessoa receberia, como manipularia os itens e outras complexidades”, conta Júnior.

Por enquanto, o uso de drone — das empresas que receberam a autorização da Anac — é feito em parte da rota das entregas. De lá, o entregador tradicional retira o produto e leva para casa dos clientes. “Neste primeiro momento, estamos estabelecendo operações mais controladas, com pontos fixos e rotas bem definidas”, afirma Júnior. “No entanto, como isso vai se desenvolver, também estamos curiosos para acompanhar”, completa.

Leia mais sobre o assunto na Starse

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