segunda-feira, janeiro 30, 2023
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Governador mais votado do país, Helder Barbalho quer seus aliados reforçando a campanha de Lula no Pará

Logo que se consagrou vitorioso nas urnas, Helder Barbalho foi ao encontro de Lula declarar seu apoio ao candidato petista neste segundo turno, já que no primeiro preferiu acompanhar a candidata de seu partido, Simone Tebet, que também já declarou voto e apoio à candidatura petista. Agora Helder busca levar sua base de apoio ao seu candidato. Deve conseguir a maioria, mas nem todos irão.

Ainda repercute na mídia brasileira o fato de Helder Barbalho ter sido o governador eleito com a maior votação do país, 70% dos votos válidos (3.117.276 votos), contra Zequinha Marinho (PL), que obteve 27,13% (1.201.079 votos).

A diferença de quase 2 milhões de votos impôs à oposição paraense uma derrota estrondosa, que agora no 2º turno, tirou do ostracismo até mesmo o ex-governador Simão Jatene, que ensaiou se candidatar ao governo, mas desistiu quando seu atual partido, o Solidariedade, vazou a estratégia de sua candidatura antes do dia previsto para ser anunciada.

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Outros candidatos ao governo, tidos como “laranjas” por analistas políticos durante a campanha eleitoral deste ano, somaram apenas 2,43% dos votos válidos.

São eles:

Adolfo Oliveira (PSOL) com 1,28% (56.830 votos)

Dr. Felipe (PRTB) com 0,71% (31.402 votos)

Major Marcony (SOLIDARIEDADE) com 0,21% (99.183 votos)

Sofia Couto (PMB) que obteve 0,12% (5.355 votos)

Cleber Rabelo (PSTU), dessa vez sendo o menos votado, com 0,11% (5.053 votos).

2º TURNO É OUTRA ELEIÇÃO

Sem adentrar na polarização da campanha presidencial no 1º turno, a campanha de reeleição de Helder juntou 15 partidos: PSDB, Cidadania, PT, PCdoB, PV, PP, PSD, PDT, Republicanos, Avante, Podemos, União Brasil, DC, PTB e PSB. Ou seja, o governador reeleito sufocou as possibilidade de ser derrotado e arrancou das urnas uma vitória acapachante.

Em matéria para o portal UOL, o professor de sociologia e ciência política da Universidade Federal do Pará (UFPA) Gustavo Ribeiro explicou que “desde a redemocratização, a principal polarização no Pará foi entre o antigo PMDB (hoje MDB) e o grupo liderado pelo PSDB. No (comando do) pólo do PMDB estava a família Barbalho e seus aliados.

As duas últimas gestões — de governo com Simão Jatene e na prefeitura da capital com Zenaldo Coutinho (ambos do PSDB) — saíram muito mal avaliadas e isso fez com que o pólo de oposição ao MDB ficasse enfraquecido. Helder teve a capacidade de arregimentar e incorporar o apoio do principal adversário, que era o PSDB”, avalia.

Em crise, a ponto de não lançar candidato ao governo na eleição passada, o PSDB ficou ainda mais fraco, alterando as forças políticas. “Toda a direita que não era bolsonarista estava com ele (Helder Barbalho) e a esquerda teve o PT, um partido forte, que fez coligação com Helder com um candidato ao Senado, uma aliança com o objetivo de marcar posição”, finalizou o professor.

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Em video publicado em suas redes sociais neste último domingo (16), Helder Barbalho explicou o apoio a Lula.

Assista:

https://youtu.be/o_p8I_CyOtw
Helder Barbalho em suas redes sociais.

“O Brasil precisa de estabilidade e previsibilidade, e o Governo Federal tem que se entender com Estados e Municípios. Também é importante o fortalecimento dos órgãos de controle para coibir as atividades ilegais na nossa Amazônia. Por este conjunto de razões, escolhemos caminhar com o presidente Lula”, escreveu Helder Barbalho na postagem do vídeo acima, publicado em suas redes sociais, onde explica seu voto e se direciona a evangélicos e católicos, além de emitir mensagem a produtores rurais, que em sua maioria se declaram bolsonaristas.

Agora, ao assumir o apoio e declarar voto em Lula no 2º turno, Helder Barbalho tem buscado convencer seus aliados a votarem e buscarem votos em seu candidato e tem tido um bom retorno, mas nem todos o seguirão, como é o caso do ex-prefeito de Canaã dos Carajás, Jeová Andrade, que está como suplente de deputado estadual pelo MDB-PA e gravou vídeo dizendo que vota em Bolsonaro, apesar de ser do MDB e amigo de Helder, contrariando orientação do governador que lidera apoio a Lula no Pará.

Assista:

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