sexta-feira, janeiro 27, 2023
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Governador do Pará mantém leitos vazios e pacientes superlotam UPAs e o PSM do Guamá

Embora tenha prometido na manhã deste domingo de Páscoa, 12, que iria mudar a estratégia de reservar os 420 leitos no hospital de campanha que montou no Hangar, assim como do Hospital Santa Clara – recentemente alugado pelo governo do estado, onde existem 70 leitos – o governador Helder Barbalho até agora só autorizou um paciente do município de Belém a ingressar na rede pública de saúde do Pará.

O hospital de campanha no Hangar é até agora a maior estrutura hospital já montada no país, para o tratamento da COVID-19. Até agora, dos 420 leitos só três (03) estão ocupados.

Sob ordens do governador Helder Barbalho, o secretário de saúde do estado, Alberto Beltrame anunciou diversas vezes, durante a semana passada, que o hospital de campanha criado no Hangar, receberia apenas os pacientes que estivessem confirmados com o COVID-19.

Avisado do crescimento da demanda na rede pública municipal, de centenas de pacientes com falta de ar e outros sintomas de doença respiratória, necessitando de atendimento de urgência e emergência, o governador Helder Barbalho resolveu mudar a estratégia de atendimento do Hospital de Campanha de Belém e fez o anúncio através de suas redes sociais, na manhã deste domingo (12), mas até agora, 10h da manhã da segunda-feira, 13, só um paciente encaminhado pelo PSM do Guamá foi recebido.

O maior hospital do Pará, o Abelardo Santos, inaugurado no fim de 2018 pelo ex-governador Simão Jatene e reinaugurado em 2019 pelo governador Helder Barbalho, possui 269 leitos, sendo 150 de internação e 119 complementares, dentre os quais, 60 leitos em Unidades de Terapia Intensiva. Apesar disso, assim como no Hangar e no Santa Clara, o hospital Abelardo Santos não vem aceitando pacientes que não forem encaminhados por outras unidades hospitalar, já com o resultado do teste positivo para o COVID-19.

“A quebra de braço e a disputa política do governador do Pará contra o prefeito de Belém, causou a superlotação em UPAS e pronto-socorros, como o do Guamá, onde os servidores públicos municipais tiveram que fechar as portas, pois não havia condições de recebermos mais nenhum cidadão que nos procurou”, informou um médico lotado no PSM do Guamá, que relatou à reportagem que chegou em casa na manhã desta segunda-feira, 13, muito cansado e estressado por causa das queixas de populares que procuraram a unidade hospitalar.

“Vem gente de Ananindeua e de outros municípios para serem atendidos aqui, aí o bicho pega e ficamos de mão atadas, sabendo que existem leitos disponíveis no Aberlardo Santos, no Hangar e no Santa Clara. Sacanagem isso!”, exclamou uma enfermeira da UPA Terra-firme, consultada pela redação do portal.

DADOS OFICIAIS

O PSM do Guamá possuía 68 leitos e hoje tem 93, os quais estão superlotados por ter recebido diversos pacientes de Belém, Ananindeua e demais municípios paraenses, sob suspeita de terem contraído o novo Coronavírus.

Segundo informações obtidas com um funcionário da Secretaria Municipal de Saúde – SESMA, o município de Belém possui no hospital de retaguarda Dom Zico, 60 leitos, sendo 7 são de UTIS e na semana passada foram comprados 22 novos respiradores, sendo que 2 já estão em funcionamento e os outros 20 estão previstos para chegar essa semana.

O Hospital de Retaguarda Dom Vicente Zico foi inaugurado em Março do ano passado, pela Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Saúde (Sesma).

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