terça-feira, fevereiro 7, 2023
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Esquema milionário na travessia para a ilha do Combu deve ser investigado

A cooperativa que administra o Terminal Hidroviário Ruy Barata foi criada para explorar o serviço de transporte público para a ilha do Combu. Localizada dentro do terminal, construído e inaugurado nos últimos meses da gestão de Zenaldo Coutinho (PSDB) como prefeito. A obra custou cerca de 2,7 milhões de reais aos cofres do município.

Assista o vídeo da inauguração do terminal:

O processo viciado teria iniciado na gestão anterior, quando um vereador era quem recebia um percentual para manter a cooperativa na administração do terminal e com isso, controlar a venda de passagens. O esquema estaria sendo mantido no governo de Edmilson Rodrigues (PSOL).

“Os dirigentes da cooperativa usam o espaço público para obterem lucro e não prestam contas a ninguém, diz o denunciante que pediu anonimato.

ALTOS LUCROS E FALTA DE TRANSPARÊNCIA

O preço de uma passagem para atravessar para a ilha do Combu custa R$10,00, enquanto para a ilha de Cotijuba custa R$7,00.

Para o Combú, lanchas particulares são pagas para transportar cerca de 3 mil pessoas que atravessam para a ilha durante a semana. O valor para ida e volta fica em R$20,00.

O fluxo de passageiros para a ilha do Combu aumenta nos finais de semana. Foto: Agência Belém.

TRIBUTOS NÃO ESTÃO SENDO DESTINADOS

Os tickets de passagem para a ilha do Combu não mostram o CNPJ da cooperativa, nem os impostos o seguro. Pra piorar, só há uma via, sendo do que o passageiro não fica com nenhum comprovante de que pagou a passagem.

O ticket de passagem não informa o CNPJ da Cooperativa que explora o serviço e nem se a prefeitura de Belém recebe algum percentual sobre a venda das passagens, o que totaliza R$60 mil por semana, R$ 240 mil por mês e R$2.880 milhão por ano.

O fluxo de passageiros no terminal hidroviário é de cerca de 3 mil pessoas por semana, sendo maior durante os sábados, domingos e feriados. Foto: Reprodução.

Segundo um especialista ouvido pela nossa redação, por ser uma APA – Área de Proteção Ambiental, as passagens para a ilha do Combú deveriam destinar uma parte do valor para ações de proteção ambiental, seguro de vida para os passageiros e impostos, como o ISS para os cofres municipais.

CONTRATO IRREGULAR

A denúncia será enviada para a Câmara Municipal de Belém e para o Ministério Público Estadual, que é órgão de fiscalização dos recursos públicos, bem como dos espaços construídos pelos entes administrativos, pois não há licitação para escolha da coopertativa que está no controle do Terminal Hidroviário Ruy Barata.

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