quarta-feira, março 22, 2023
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Dieese aponta impacto de R$ 240 no salário mínimo, em caso de passagem de ônibus passar de R$ 5

Na reunião da próxima quinta-feira (24) do Conselho Municipal de Transporte, programada para a sede da Superintendência de Mobilidade Urbana, serão apresentadas pela Semob e pelo Sindicato das Empresas de Ônibus de Belém (Setransbel) as propostas de reajuste do atual preço da passagem de ônibus em Belém (de R$ 3,60), com os respectivos índices de 39,4% e 42,3%, o que na prática pode elevar o valor da tarifa acima dos R$ 5.

De acordo com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese), caso seja aprovada qualquer uma das propostas, o impacto é certo no bolso do trabalhador. O Departamento fez um comparativo: um usuário que utiliza duas conduções, diariamente, gasta por mês R$ 172, o que compromete 14,26% do salário. Se o reajuste passar no Conselho, o trabalhador terá um impacto de 19,88%, o que corresponde a R$ 240,89 do salário mínimo.

A página Política Pará foi a primeira a noticiar a reunião em que representantes da prefeitura de Belém e empresários iriam negociar um novo reajuste da tarifa do transporte público em Belém.

Leia:

ESTUDO

No estudo feito e repassado à imprensa, o diretor do Dieese no Pará, Roberto Sena, chama atenção para o patamares de reajuste propostos pelos empresários e pela Prefeitura de Belém, por meio da Semob, pois estariam acima dos 23%, índice acumulado no período de maio de 2019 a março de 2022 – data referência do último reajuste, quando a tarifa custava ainda R$ 3,30.

“É importante salientar que o Sistema de transporte coletivo de passageiros tem que ser remunerado, mas que a discussão apenas de tarifa com reajustes isolados sem um compromisso de mudanças e sem uma discussão ampla e global sobre a questão do transporte coletivo para a Região Metropolitana em nada vai mudar também na atual situação”, diz um trecho do comunicado do Dieese. Em outro trecho, a entidade sindical diz “que conjuntamente com esta discussão de tarifa, se estabeleça metas de mudança no atual sistema, além de buscar um serviço de melhor qualidade bem além das discussões atuais”.

O Dieese não estaria propondo congelamento de tarifa, pois os custos com combustível impactam, mas que seja um reajuste com “pés no chão”, pois o impacto maior seria em cima do ganho do trabalhador assalariado. Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Brasília e Rio Grande do Sul, a tarifa seria subsidiada, enquanto que no Pará o custo ainda estaria sendo bancado somente pelo usuário.

“A tarifa de R$ 3,60 continua entre as menores cobradas entre as capitais brasileiras, por outro lado o serviço oferecido aos usuários ainda precisa melhorar muito”, diz outro trecho do comunicado.

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