terça-feira, setembro 27, 2022
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Criminosos dizem que quem manda em Belém são eles e não a polícia e nem as milícias

Avisos de que os moradores podem ficar tranquilos, que não serão assaltados e nem roubados, passaram a ser comuns em Belém. Há anos que registramos pichações com esse tipo de comunicado, em diversas áreas de Belém.

Do CDP até à ilha de Caratateua – uma das 39 ilhas de nossa cidade, mais conhecida como Outeiro – o crime organizado tenta se impor como uma força de segurança paralela ao Estado.

No bairro do Icuí, em Ananindeua, o “Comando Vermelho” avisou que estaria proibido roubar motoristas de aplicativos, que passaram a não visitar mais a localidade. Dias depois, por determinação do comando da PM, policiais foram até o local e cobriram a pichação com uma pintura dizendo o seguinte: “Polícia Militar: Cidadão, denuncie o crime no seu bairro (181)”.

Em uma matéria do Diário Online, podemos ler a seguinte afirmação: “Quando o Estado não se faz presente na Segurança Pública e em outras áreas fundamentais, facções criminosas começam a ditas regras para os cidadãos. As pichações que citam o Comando Vermelho e a Família do Norte, duas das maiores facções que comandam o tráfico de drogas no Brasil, já são vistas em vários bairros de Belém e Região Metropolitana“.

A frase “Proibido Roubar na Comunidade” pichada em um muro. Segundo a matéria do DOL, O Estado é fraco: facções ‘proíbem’ roubos na Grande Belém, o aviso traz as iniciais do fundador da facção e o local em que está instalada: “CV RL PA”.
(Foto: Mauro Ângelo/Diário do Pará)

Em Fevereiro deste ano, os moradores da rua Gerard Sampaio, no bairro do Tapanã, foram ameaçados por mensagens atribuídas ao “Comando Vermelho”. Três residências foram pichadas com o seguinte recado: “A partir de hoje a casa que tiver câmera vai ‘varar’ na bala. O aviso foi dado”.

Além das pichações ameaçadoras, as casas tiveram câmeras de segurança arrancadas pelos criminosos.

Segundo o jornalista Olavo Dutra, em sua coluna, lemos que “um comunicado atribuído ao Comando Vermelho divulgado na última sexta coloca a Polícia do Pará em xeque: comerciantes e empresários da Ilha de Outeiro ficam avisados de que a facção irá desencadear ações contra apoiadores de milícias. O Comando Vermelho afirma saber “quem é quem” em Outeiro, ou seja, quem é contra ou a favor da facção e que, a partir desta terça-feira, 15, “cada comerciante terá que colaborar com R$ 100 a R$ 200 mensais” para garantir a segurança, prometendo por fim a roubos, furtos e homicídios na ilha. A facção adverte que “vai meter o pé e matar no automático” quem se recursar a colaborar e lembra: “quem manda na ilha é o crime; não a milícia, nem a Polícia”.  

Ainda segundo Dutra, “somente nestes primeiros meses do ano foram registrados 1.032 crimes violentos letais intencionais no Pará, sendo 967 homicídios, 55 latrocínios e dez lesões corporais seguidas de morte. Levantamento feito pela Polícia Militar também aponta 27.477 roubos, com a média diária de 172 roubos no Estado. Outro fato que chama atenção são as morte por intervenção policial (foto abaixo), com o registro de 265 ocorrências neste ano, o que, não é nada, não é nada, representa praticamente duas mortes por dia decorrentes de confrontos com as forças de segurança pública do Pará”.

Já em matéria da Agência Pará, o secretário de Segurança Pública do Pará, Ualame Machado disse que o Pará está com dois anos de forte queda nos índices da criminalidade.

“Chegamos a atingir 30% de redução no ano de 2019 e 20% no ano de 2020, quando comparado com o ano de 2019, que já foi um ano de redução significativa. Com isso, nós obtivemos dois anos seguidos de forte redução, inclusive reconhecidos por estudos nacionais de criminalidade, onde o Pará foi destacado como o Estado que mais reduziu a criminalidade em 2020. “Nosso desafio é de sempre melhorar, tendo a responsabilidade de superar nossos próprios resultados, que já são muito bons”, concluiu o Ualame, na matéria da jornalista Walena Lopes, da assessoria da SEGUP.

Afinal de contas, a criminalidade reduziu por causa da ordem do crime organizado ou pela ação da Polícia, indaga um leitor do portal.

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