segunda-feira, janeiro 30, 2023
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Comunidade do Benguí protesta diante de 2 anos de abandono da escola estadual Maria Luiza da Costa Rêgo

De todos os lugares e por todo o Pará. Dessa vez a denúncia contra a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) vem do bairro do Benguí e impacta diretamente mais de 1.200 alunos. De acordo com a Associação dos Moradores do Benguí (Amob), a escola estadual Maria Luiza da Costa Rêgo está abandonada há dois anos pela pasta da Educação do Governo do Estado, o que culminou no ato público desta quarta-feira (22).

Os manifestantes se concentraram em frente à unidade de ensino e depois seguiram até à sede da Seduc, na avenida Augusto Montenegro. Eles pretendem chamar atenção às péssimas condições da escola Maria Luiza, que em 2023 completará 40 anos de inaugurada.

Tanto a Amob quanto os servidores da escola estadual denunciam a série de problemas vividos pelo estabelecimento de ensino, muitos por conta da não conclusão da reforma iniciada em fevereiro de 2020, durante a pandemia da covid-19, o que vem ocasionando a evasão escolar. As aulas estão sendo realizadas de forma remota e em sistema de rodízio, gerando prejuízos ao aprendizado, segundo a coordenação da escola.

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“Com a mobilização e a divulgação desse ato nas redes sociais, um engenheiro veio verificar a situação na escola, agora à noite, e disse que amanhã (quarta-feira) eles já enviam alguém para iniciar as obras da conclusão da reforma”, enfatizou uma professora em contato com o portal.

SUCATEAMENTO

A reforma teria sido abandonada em maio deste ano. De acordo com a coordenação escolar, 80 alunos deixaram a escola neste ano. Dentre ainda os muitos dramas vividos pela comunidade do Benguí, a Maria Luiza é a única no bairro a oferecer o ensino médio. São mantidas turmas do 6º ano do Ensino Fundametal ao 3º ano do Ensino Médio. Além do problema da violência, a comunidade escolar convive com restos de obra como madeira, material de construção e entulhos, sem dizer que parte do teto foi destruído.

BOLO

Tanto Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) quanto a Frente Parlamentar em Defesa da Educação da Assembleia Legislativa do Estado do Pará já acompanham o caso, mas sem uma ação efetiva até então. Alunos e professores exigem uma reforma completa e não apenas pintura da escola, assim demonstraram em cartazes e bolos oferecidos na frente da escola na manhã de hoje, simbolizando o “aniversário” de dois anos de abandono.

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