quarta-feira, março 22, 2023
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InícioEleições 2022Com Lula eleito, parte do Centrão poderá compor o governo federal

Com Lula eleito, parte do Centrão poderá compor o governo federal

A aliança PT/MDB será mantida, mas com um rearranjo que pode surpreeender muita gente que acha que Lula será mais generoso com os companheiros do PT, do que com a família Barbalho e os futuros aliados do Centrão, que poderão dar ao terceiro mandato de Lula, como presidente a governabilidade que ele tanto precisa.

Sem a pretensão de fazer previsões, vimos a partir de hoje, véspera do 2º turno das eleições 2022, trazer observações baseadas em conversas com fontes ativas na política paraense, tanto com dirigentes de partidos, deputados, vereadores, prefeitos e demais lideranças consultadas pelo portal Diógenes Brandão.

Vamos iniciar sob a égide da possibilidade de amanhã à noite, Lula for o presidente eleito pelo povo brasileiro, como indicam as últimas pesquisas divulgadas no Brasil.

O papel de Helder Barbalho e de seu pai, o senador Jader Barbalho está definido: será de capitanearem o processo de aglutinação de forças políticas locais, incluíndo aí o Centrão, hoje dividido entre Lula e Bolsonaro, mas ainda muito mais voltado ao atual presidente.

Passada a eleição, não se admire de ver em cargos federais, pessoas indicadas por deputados, senadores e seus repectivos partidos que estiveram contra Lula. A isso chamam de realpolitik e pragmatismo.

Tais conceitos são usados na prática pela busca da governabilidade, já que o Congresso Nacional eleito no primeiro turno está repleto de deputados e senadores que não são lulistas e muito menos aliados do PT.

Essa pauta precisa ser tocada por adultos e como o governo de Helder Barbalho está repleto de parlamentares dos mais variados partidos, será ele e seu pai, o condutor do processo de isolamento do PL e demais partidos que farão oposição a Lula no Pará.

No campo da esquerda, a vitória de Beto Faro (PT) como senador vai servir para um rearranjo no PT, nos espaços que ele tem no governo estadual e na prefeitura de Belém e por consequente, com efeitos no PSOL. Mas ele não está sozinho.

Com a presença do governador Helder Barbalho, além do senador Paulo Rocha (PT) e do presidente do MDB no Pará, Jader Filho, Beto Faro foi lançado e eleito senador pelo Pará, em uma disputa que venceu com folga e agora deverá manter a aliança PT/MDB mais fortalecida.

A vitória de Lula é imprescindível para que a esquerda paraense não entre em colapso. O PL de Bolsonaro poderá ficar isolado e Helder Barbalho sairá ainda mais forte desta eleição presidencial, já que se tornou a principal liderança da campanha petista no Pará e será um dos atores prioritários no comando da distribuição de cargos nos órgãos federais.

Amanhã a noite, entre abraços e ligações privadas, teremos o início das conversas para a formação do futuro governo estadual e federal e não haverá espaço para birras ideológicas ou programáticas, sem a devida compreensão de que o pragmatismo político se faz com cedência de espaços e acordos e isso vai acontecer, queira uns ou não.

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